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O que essa galera tem na cabeça?

Hoje eu não vou falar de publicidade, mas de moda… conceitos de certa forma até bem próximos, ou pelo menos muito relacionados. Na verdade, vou falar de modismos.

Mais especificamente dessa onda dos cabelinhos raspados na lateral e com um pega-rapaz em cima que, na minha opinião, é ridícula demais. Tudo bem, vocês devem estar pensando que eu sou velho e por isso estou criticando o corte.

Ok, tenho que admitir. Mas uma coisa é certa: a idade acaba nos trazendo discernimento suficiente para nos afastar um pouco dos modismos, que nada mais são do que a necessidade de seguir padrões. Padrões que a maioria das pessoas não critica e nem mesmo avalia. Padrões criados não se sabe por quem ou com que competência, sejam eles de ordem estética ou de conduta.

Além de demonstrar certa falta de personalidade, o ato de seguir e perseguir constantemente a moda (sem o mínimo espírito crítico) é profundamente lamentável. Mas infelizmente acontece com muuuiiiita gente.

Vamos começar provocando um mínimo de reflexão de ordem estética: raspar as laterais da cabeça faz com que o crânio se alongue, especialmente nas pessoas de cabelos volumosos. E se essa pessoa já tem um crânio alongado, a tendência é que sua cabeça se afine radicalmente, se assemelhando a um pepino.

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Rostos triangulares pedem fios mais compridos, com mechas caindo pela testa e laterais da cabeça. Já para os quadrados, o ideal é um corte mais assimétrico, com fios repicados ou pontas irregulares, tirando assim a sisudez desse tipo de rosto.

Aí você pergunta: como esse cara, antigo desse jeito, sabe dessas coisas?

Ora, eu simplesmente consultei um site na internet (http://bit.ly/2fAeO82).

Ou seja, algo que todos esses meninos-seguidores-de-modismos, que raspam as têmporas, usam barba cortada com máquina 4 e coquezinho de samurai, deveriam fazer. Provavelmente eles teriam achado um corte que favorecesse o seu tipo de rosto, ao invés de imitar os jogadores de futebol e os bombadões de academia.

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Eu uso suspensórios, chapéu e óculos de lente grossa, ou seja, estou a anos-luz de distância da moda. E mesmo quando eu acho que a moda tem a minha cara, nunca consigo segui-la (vai ver é a minha cara que não ajuda muito). Eu só procuro manter o meu estilo na hora de me vestir.

Mas com esse jeitão nerd-antiquado, eu não sou exemplo pra nada. Eu só quero dizer que o importante é usar aquilo que nos faz bem, que nos deixa confortáveis e felizes.

Todo mundo tem que ter a liberdade de vestir o que quiser e cortar o cabelo da maneira que bem entender. Mas, por favor, procurem preservar um pouco de suas personalidades. As nossas convicções são muito mais importantes do que a roupa que vestimos ou o cabelo que cortamos ou deixamos de cortar.

Não que a gente tenha que evitar definitivamente a moda, mas pelo menos avaliar se ela se encaixa na nossa maneira de ser, de agir e de pensar. E também, é claro, se ela se comporta bem com a nossa estética.

E olha que vocês têm muita sorte de não terem vivido na década de 80.

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