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Hoje eu vou falar de social media.

Pra quem não é da área e não sabe, social media significa mídia social. E pra quem é, social media também significa mídia social (e não apenas o profissional que atua na mídia digital, como a maioria acha que é).

Profissional? Ou será o sobrinho? O que a gente mais vê hoje em dia é cliente dispensando agência de publicidade e empresas de web com o seguinte argumento: “Não precisa, eu tenho um sobrinho que é muito bom nesse negócio de internet e ele faz tudo pra mim”.

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Acho engraçado esse tipo de raciocínio. Será que só o fato de alguém ter 16 anos de idade, muitos amigos no facebook e algumas centenas de seguidores no Twitter torna o sujeito um especialista em redes sociais? Pra ser especialista em alguma coisa, as pessoas têm que estudar. Estudar e muito. É preciso experiência, observação, leitura. E isso depende de tempo, de vivência. O erro é achar que um menino, por mais esperto e inteligente que seja, pode resolver todos os problemas de comunicação de sua empresa.

Aliás, é bom falar sobre isso também: quem disse que uma boa página no facebook é solução de comunicação para uma empresa? Mark Zuckerberg deve morrer de rir quando ouve alguém falando essa bobagem. Depois que o playboy dono do facebook resolveu praticamente zerar o seu algoritmo de viralização orgânica, as fan pages perderam a sua capacidade de multiplicação espontânea e passaram a multiplicar apenas a fortuna de Mark. Marcelo Serpa, ícone da publicidade atual, foi na jugular ao comentar o assunto: “O Facebook e o Youtube são como traficantes que vão dando a cocaína de graça na porta da escola para depois começar a cobrar dos viciados”.

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Tudo bem, foi exatamente isso que transformou o Facebook numa mídia de verdade. Mas acontece que por não conhecer nada de impulsionamento, filtros e métricas, os empresários e seus sobrinhos jogam fora o pouco dinheiro que investem acreditando que isso vai lhes trazer retorno. É muito comum ver um pequeno empresário se vangloriando de ter atingido milhares de pessoas do seu target, investido apenas uns trocados. Que ilusão.

Não estou dizendo que as redes sociais não funcionam. Nada disso. Se trabalhadas por profissionais experientes de mídia, pesquisa e criação, que sabem o quanto e como se deve investir, é possível sim ter resultado. Aliás, só uma página com conteúdo relevante, criativo e inovador é capaz de gerar valor para uma marca.

Mas, cá entre nós, com uns trocados por mês de impulsionamento e o sobrinho escrevendo “tudo haver” fica difícil, né.




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