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Heavy user? Que porra é essa?

Falar “budget” no lugar de orçamento, “business” no lugar de negócio, “feedback” no de retorno ou “brand” querendo dizer marca… me perdoem, mas pra mim isso é pura arrogância.

Nas minhas veias não corre um pingo de patriotismo, mas sinceramente acho o fim da picada você ter que usar termos em inglês (ou qualquer outra língua que seja) para se comunicar.

Cá entre nós, a maioria das pessoas hoje beira a imbecilidade, tendo sérias dificuldades em se expressar em português, mas insiste em usar palavras e frases em inglês, especialmente no ambiente de trabalho, onde impera o marquetês e sua linguagem idiotizante.

 

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Como assim, idiotizante?

Muito bem, você por um acaso acha normal falar “influencers” no lugar de influentes ou influenciadores?… ou ainda objectives pra dizer objetivos? Sem falar em “mission”, “product”, “strategies” ou “public relations”. O que há de errado em falar missão, produto, estratégias ou relações públicas? Convenhamos, é boçalidade demais.

Alguns acham charmoso, outros elegante (como no início do século passado, quando a moda era usar palavras em francês)…

 

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…outros até argumentam que tecnicamente alguns estrangeirismos se comportam melhor em determinadas situações. Mas, o que acontece na prática é a simples substituição de termos e conceitos pelo que o mercado internacional definiu como linguagem padrão (como se todas as empresas brasileiras operassem no mercado internacional (sic)). Me desculpem, mas se o interlocutor não conhece o português e não tem um intérprete, aí sim deve-se usar o inglês. Caso contrário, por que não preservar a nossa língua?

 

 

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O brasileiro tem essa péssima mania de querer falar a língua do estrangeiro quando ele (o estrangeiro) está aqui no Brasil. O que pra mim é um absurdo. Se você for a trabalho para a França, ninguém vai falar em português com você. Nem na Espanha, onde as línguas se assemelham. Por que então falar francês quando um francês vem pra cá… ou até mesmo usar o inglês com algum empresário americano? Ele que se foda e pague um intérprete pra conversar com a gente. Se ele está aqui é porque tem interesse econômico ou financeiro… então, que assuma os seus custos. Temos que acabar com esse complexo de vira lata.

 

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Uma cena patética que vemos com frequência na televisão é nas entrevistas de jogadores de futebol argentinos, chilenos ou de algum outro lugar da América Latina, onde os nossos repórteres insistem em falar com eles em espanhol… só que acabam usando um portunhol vergonhoso. E o mais engraçado é que o jogador também tenta falar em português, o que deixa a conversa mais parecida com o esperanto. O jogador está certo, ele tem que falar a língua do país onde ele está. Já os repórteres… lamentável.

 

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Ok, ok, o inglês é a língua universal. Mas não esqueça que isso pode e deve acabar. Não vejo nenhum absurdo em prever que o mandarim e o espanhol rebaixem o inglês para a segunda divisão. Aí já pensou você ter que aprender termos em chinês só pra poder se adaptar ao novo marquetês? (eu ia rir muito, mas infelizmente não vou ver essa cena)

 

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Acho que todo mundo deve aprender outras línguas, até porque são necessárias quando você viaja para outros países. Mas aqui no Brasil, me desculpem, temos que ligar o “foda-se”…  e não o “fuck yourself”.

 

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Nesse momento do texto eu fiz uma pausa e pensei “será que eu nunca usei nenhum termo em inglês (ou outra língua qualquer) em alguma crônica ou artigo que eu escrevi aqui no meu blog?”

 

Fui então dar uma olhadinha. Olha só o que eu encontrei:

“cool”, “social media”, “web”, “fan page “, “target”, “look”, “inserts”, “offline”, “punch”, “budget”, “job”, “smart”, ”merchandising”, “happy”, “home office” e até um “pièce de résistance”.

 

Como diz o status do facebook: se sentindo um perfeito idiota (ou, como queiram, “a perfect  idiot”).

 

Aí eu lembrei que o meu nome é Brain (por que, mamãe… por que?)




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